O escritor e o ditador
Nada consigo fazer com esse vazio que aperta, esse que tudo ocupa, E pensar de mim, ser muito dessa culpa. Procuro derrubar do alto, a minha vingança, mas a deixar rasa mão alcança. Estranhos dias de invasões na Normandia. Ceifa vida. Tento em fuga rodear, num construir de vogais e acentos, pra tirar do centro o que arranha o pulso. Um chegar de alguém sem reclamar. Pra passar e levar o levantar do chão. Pra parar de crescer e roer.
Nâo adianta viver o sorrir, jeito seu, coisa iluminada. É só o encher redor, enterter. Sons alguns. E o barulho de te querer só pra mim, é alto demais.
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(Leonardo Avelar)
Créditos:
Ilustração: Handoko Tjung
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